As cem linguagens da Criança

A criança é feita
A
criança tem cem linguagens
Cem mãos cem pensamentos
Cem maneiras de pensar
De brincar e de falar
Cem sempre cem
Maneiras de ouvir
De surpreender de amar
Cem alegrias para cantar e perceber
Cem mundos para descobrir
Cem mundos para inventar
Cem mundos para sonhar.
A
criança tem
Cem linguagens
(e mais cem, cem, cem)
Mas roubam-lhe noventa e nove
Separam-lhe a cabeça do corpo
Dizem-lhe:
Para pensar sem mãos, para ouvir sem falar
Para compreender sem alegria
Para amar e para se admirar só no Natal e na Páscoa.
Dizem-lhe:
Para descobrir o mundo que já existe.
E de cem roubam-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
Que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia
A ciência e a imaginação
O céu e a terra, a razão e o sonho
São coisas que não estão bem juntas
Ou seja, dizem-lhe que os cem não existem.
E a
criança por sua vez repete: os cem existem!

Loris Malaguzzi (1996)

Educar é Tudo!

Olá Pessoal,

Estou postando alguns slides construídos e apresentados ao longo do curso. Os slides podem ser vistos a seguir, caso vocês tenham algum em seus arquivos favor postar, Beijos a todas!!!

Apresentação slide Fundamentos e Didática da Matemática I

Apresentação Seminário Pesquisa e Prática Pedagógica IV

Apresentação Trabalho Estudos da Sociedade na Educação Infantil

Seminário Pesquisa e Prática Pedagógica I

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


CANTIGAS, BRINCADEIRAS E RIMAS
Divulgação
Quase todos os autores que atravessaram o século XX discutindo a questão da aquisição da linguagem – mesmo grandes nomes como Jean Piaget e Lev Vygotsky – põem ênfase em seu papel comunicativo. Para alguns pesquisadores, o desenvolvimento dessa capacidade resulta de um processo empírico, ou seja, é determinado por pressões do meio sobre o indivíduo. Para outros, não se pode pensar na linguagem como uma transferência do saber de fora (do ambiente) para dentro da mente; em vez disso, ela seria produzida pela razão e pela inteligência.

Os adeptos do racionalismo, por sua vez, atribuem sua aquisição às estruturas cognitivas (hereditárias ou inatas) do ser humano, como bem o demonstram as teorias inatistas do linguista Noam Chomsky. Ainda hoje, porém, boa parte dos estudos nessa área foca apenas a comunicação direta entre o adulto e a criança, deixando de lado um universo riquíssimo, composto por cantigas de ninar, brincadeiras com rimas e os muitos jogos verbais. É inegável, entretanto, que os bebês são tocados e estimulados de várias formas pela voz do adulto numa época anterior aos 2 anos, quando os pequenos recorrem ao corpo para se expressar. Nessa fase, os gestos e os sons emitidos por eles ocupam o lugar das palavras que ainda não podem ser pronunciadas. Esse processo pode ser estimulado, por exemplo, quando as crianças ouvem palavras ritmadas e cadências sonoras que as fazem adormecer. De início são as cantigas de ninar e o mamanhês (fala materna que se caracteriza por uma entonação particular ao se dirigir à criança) que acalantam os pequenos. Depois vêm os jogos orais propostos pelos adultos e que darão origem às brincadeiras de infância, nos quais confluem movimento e linguagem.

Assim como as cantigas, as histórias e lendas são preciosos brinquedos invisíveis que também podem ser importantes constituintes de subjetividade, caracterizando-se como objetos lúdicos e matrizes da linguagem oral e escrita. (Da redação)

Fonte: Mente e Cérebro

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